Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

No princípio era o verbo

Uma explosão, um novo big bang se formando...
e desmistificando teorias inacabadas de mim mesma
Onde, como, por quê, quando...
Muitas perguntas para nenhuma resposta
E fico ali, na espreita, deixando o lado criatura para tornar-me criador
Ah, quanto querer... Ah, poder, ter, sentir, viver, controlar
Controlar cada impulso indevido, incoerente, errado
Poder arrancar cada peça irrelevante, desnecessária
Peça de enfeite que enfeia a alma
Ter o poder de querer sentir para controlar o viver
Seria essa a sequência certa e natural dos constituintes?
Controlar o sentir para poder querer viver
Querer controlar para ter poder para viver e sentir
Sentir poder para controlar o querer de viver
E eis que chego em um resultado não tão diferente de outrora
Querer, poder, ter, sentir, viver, controlar
No princípio era o verbo, e o verbo se complementa, se desfaz, se transforma, em infinitas metamorfoses.

Maysa Sales

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