Desolada nesse rio sem ondas
Não me movimento, não ando, não retraio
Estático. Esse é o mundo ao redor
Barcos me rodeiam, navios naufragam
e não me notam
Estou vestida de púrpura, majestosa
E exalo o meu melhor perfume
Daqueles de frasco pequeno, muito pequeno
Pequenez, alma feminina
Não te engrandeces
Não te engrandecem
Te diminuem, te ignoram
Alma. Invisível. Dentro do visível palpável
E lanço aos porcos minhas jóias
Me desfaço, me entrego, rendo-me
E levas-me... afundas-me,
Desfaleço em mim e não me encontro
Maysa Sales
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