Sempre pensei que amor fosse uma espécie de felicidade clandestina.
Aquela em que você, a todo instante, tenta esquecer o livro, para ter a alegria de reencontrá-lo.
Em que você finge que o perdeu só pra sentir o prazer do achamento. Assim, uma volúpia entreachados,
entre caminhos martirizantes; a esperança de tê-lo e um falso sorriso dizendo que ele estava em posse de outrem.
Seguiu-se com fé, por ora e por adiante, crendo-se, no seu íntimo desejo, de que, sim, ele seria seu.
E numa posse estonteante, na demora do por vir, fica-se também no meio-tempo.
No tempo não ofuscado, nem meramente adiado, mas preci-o-so.
Demorar na futura morada, do ser, do querer e do amar. E seguir, por fim, confiante, amante de si e do amor.
Maysa Sales
Amei esse texto :D
ResponderExcluirTatá, esse é um dos meus preferidos... Pq escrevi dps que li o conto "Felicidade Clandestina", da Clarice :)
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