Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Suspiros & Café - rastro do porvir

De onde veio, de onde começou
Aonde ainda se vai
Aleatoriamente, foi daí que apareceu
Num curta, em brevidade.
E o nome de algo já duas vezes nomeadamente fracasso
"Tudo de nada", e um outro de que não me lembro mais.
E hoje, como num relapso, ou num descontentamento
À memória. In memoriam.
De fagulhas que se destroçaram(am)
E a luz acabou-se, a chuva mantinha-se teimosa
E um olhar por entre uma chama, ainda tão persistente.
Na espera da luz, que interrompeu o carregamento do previsível, o para sempre (im)produtível.

Maysa Sales




"Vereis que, pouco a pouco, as letras vão rolar do
próprio nome:
amor sem m.
amor sem o.
amor sem r.
amor sem a.
fica o silêncio em que vos dareis uma à outra ponto
final da chama"

Maria Gabriela Llansol

2 comentários:

  1. E seguimos assim, com o mundo nas costas, o sobrepeso da vida e responsabilidades nos sobrecarregando e sufocando, mas temos que seguir com peso ou sem ele temos que ir em frente.

    ps! adorei o vídeo.

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    Respostas
    1. "Teus ombros suportam o mundo, e ele não pesa mais que a mão de uma criança" (Drummond).
      Seguir em frete...
      O vídeo é ótimo mesmo!

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