Daquilo que não vi, do que já se foi e do que ainda virá
De não sei o quê, que vem não sei de onde...
que corrói por dentro e me faz sentir pequena, frágil, indiferente
E eis que não consigo fugir dela. Ela me persegue como um cão feroz
Como o mais feroz... Aquela saudade que apunhala
No sentir-se sozinho em meio à multidão de gentes, gentes, gentes,
que vão e vem... em seus passos compassados e rítmicos...
Na pressa do relógio que tique-taque-teia num ritmo mórbido e inconsequente
que tortura e massacra
Como um fel... Ferida que se fere sem se ferir
Ó triste ausência, que arranca um pedaço de mim e nunca se completa
Ó infinita incompletude, que insiste em ser cruel...
Ó infinitas reticências, que preenchem o vazio dessa alma
...
Maysa Sales
Flor, que perfeito!
ResponderExcluirConsigo sentir o ritmo do seu texto,de tão bem escrito.
E parabéns por ter descrito de forma tão admirável um sentimento por vezes amargo: a saudade.
Saudade... de tanta coisa, né?
ResponderExcluir500 textos não dá pra expressá-la...
Ainda bem que existem as reticências =)
Sentimento estranho que com frequência nos acomete, né? Como defini-lo? De onde vem? Pra onde quer ir? rs Seria uma espécie de 'presságio saudosístico'? Uma 'saudade agourística'?
ResponderExcluirO ser humano é imerso nesse vázio fórmico chamado alma - que nos completa, nos inquieta. Queremos desvendá-la!
te add no meu blog. ressuscitei-o. o/
Ressuscite-o mesmo... Precisamos de textos como os seus!
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