Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Perder

Amores são sempre, ou quase sempre assim...
de conquistas, de crescimento e, infelizmente, às vezes, são de perdas.
Mas que perdas? Há aquelas perdas de tempo, principalmente.
Entre brigas desnecessárias, ciúmes também desnecessários. Perdas de noites que poderiam ser de carinho, de amor e que acabam sendo noites de solidão, solidão por causa do orgulho, por causa de discussões, geralmente, irrelevantes.
Perdas de beijos apaixonados, de abraços apertados, de carinhos desconsertados...
Perdas de passeios simples, como ir a uma sorveteria e lambuzar a outra pessoa de sorvete, andar a pé na chuva, ir à padaria de mãos dadas, invejando aqueles que não podem fazer o mesmo, porque não têm um amor.
Perdas de telefonemas às 6h da manhã, às 02h, não importa, só para lembrar a pessoa de quanto você a ama e de quanto ela é imensuravelmente especial em sua vida.
Perdas de cartas, bilhetes, mensagens, e-mails, um recado dizendo coisas simples, bobas, banais, mas que são capazes de demonstrar que você 'perdeu' alguns minutos pensando naquela pessoa.
Quantas, quantas perdas... Quantas vezes a incompreensão e a falta de luz para enxergar o que a pessoa verdadeiramente está sentindo...
Quantas vezes se perde tempo mentindo, fazendo o outro perder a confiança.
O tempo passa. A vida passa. E somos reflexos do ontem. Devemos olhar adiante "com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança", mas somos sobrecarregados pelo fardo. O fardo da perda de fé e de esperança.

Maysa Sales

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