Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dessa vez, hei de ir como quem jamais partira
Recolho apenas os pedacinhos do que ficou
Jogo ao léu para que o vento carregue todo o mal, e haja mal!
De hoje em diante, só quero o que me faz bem.
Só quero o que me arranca sorrisos sinceros, olhares insinuantes,
beijos desconsertados, friozinho na barriga e lágrimas só de felicidade.
Cansei de ser seu atalho, seu porto seguro, porque a recíproca definitivamente não é a mesma.
Irei em paz, com a cabeça erguida e perseverante e tendo a certeza de que, se tudo na vida passa, você também passará e ficará apenas na [ins]estante da memória, como aquele alguém que já não é mais.

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