Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Às vezes, livros

As pessoas são como livros. Você olha, de primeiro a capa, às vezes ao longe. Se aproxima para ver melhor o nome e sua descrição. Às vezes você já quer de primeira! Já outras, você guarda na memória para um outro dia. Alguns são difíceis de entender, mas, mesmo assim, você não desiste (até vê isso como um desafio); já outras vezes percebe que, mesmo sendo muito interessante, não lhe é cabível. Alguns não falam a sua língua, por isso precisam de tradução; há alguns que a tradução é horrível e nem compensa a leitura. Há também aqueles que vêm dedicados especialmente para você, já outros que não merecem dedicatória.
Às vezes você se apaixona pelo cheiro... pela forma, pelo conteúdo. Há livros que nos metem medo, já outros nem nos chamam a atenção. Às vezes... Os livros...

Desabafo de um dia que poderia ser mais frutífero. Ou mais livresco. Ou mais às vezes.

Maysa Sales

3 comentários:

  1. Há livros que quando você começa a ler não quer parar e muito menos terminá-los de tão interessante e impressionante que eles são. Aí você diminui o ritmo, desacelera para entender e absorver cada palavra, cada texto...
    É, concordo com a parte que diz que "há aqueles que vêm dedicados especialmente para você". :)

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