Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Raleando

Dói. Ver meu amor escorrer pelo ralo, como a preguiça de uma rotina qualquer.
Dói. Ver meus sonhos se esfarelarem, feito seu pão, que não me alimenta.
Dói. Não estar com você e não te ter.
Relembrar fotos, momentos pequenos, mas tão grandiosamente sublimes.
Voo sob seus passos, mas os perco. Que caminhos são esses? E que destinos confusos.
Fico inquieta. Quero seguir-te, só para me perder.
Seu amor é minha eterna perdição. Minha bengala caída. Meu amoleto quebrado. Minha perna bamba.
Sou sua aurora ofuscada. Sua morada perdida. Seu lar desolado.
Sou. És. Somos. Não seremos. Acabou.

Maysa Sales

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