Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.

sábado, 10 de novembro de 2012

Tardio

Ando procurando tantas respostas.
E vivo à beira. De tudo que já se foi e de que ainda será.
A vida é mesmo tão estranha. Um dia você ama, ardentemente, sem medo, sem preocupações. No outro, já não se sabe. É como se o amor fosse infinitamente maior que tudo que se é. O amor é mesmo tão egoísta! E tão intolerante! Não tolera que nos encontremos, o caminho mesmo do amor é a perdição.
Perdem-se segundos inteiros a lembrar dos momentos bons. Perde-se uma vida inteira a esquecê-lo. Perde-se tempo com brigas desnecessárias. Perdem-se tristezas estando feliz com quem se ama. Perde-se quando acaba, e, quando acaba, será que acaba mesmo?
Onde fica dentro da gente a caixinha dos amores passados? Na cabeça ou no coração?
Será mesmo que se transforma em nada, ou é tão tudo que se transforma em um outro tipo de tudo?
Para onde mesmo você levou meu amor? Onde mesmo estão todas aquelas promessas? Dentro de um saco de pipocas, ou dentro daquela caixinha de anel?
Por que mesmo você se foi? E por que mesmo que eu ainda não fui?

Maysa Sales

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