"Começar de verdade é começar possuindo-se inalienavelmente. É, portanto, não poder voltar atrás. É embarcar e cortar as amarras. Por conseguinte, é preciso levar a aventura até o fim. Interromper o que foi verdadeiramente começado é uma maneira de terminá-lo num fracasso e não abolir o começo. O fracasso faz parte da aventura. O que foi interrompido não desaparece do nada, como no jogo. Isso mostra bem que o ato é a própria inscrição no ser. E a preguiça, como recuso diante do fato, é uma hesitação diante da existência, uma preguiça de existir".
Lévinas in Da existência ao existente
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