Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Bobo da corte
Aprendi que...
Quantas e quantas vezes afirmamos para nós mesmos isso: que aprendemos. Mas será mesmo que aprendemos? Ou afirmamos isso apenas como uma forma de tentar provar pra nós mesmos que talvez tenhamos quebrado a cara o suficiente para não cometer mais os mesmos erros? Difícil é você errar com você mesmo por conta do erro de outra pessoa. Ah, isso é imperdoável! Quem tem dó do coitado acaba no lugar dele. E isso é bem feito! Bem feito pra você que se compadece diante de qualquer lágrima de crocodilo e sempre dá chances para que as pessoas possam tentar mudar e ser quem você gostaria que elas fossem. E sabe o que você queria que elas fossem? Apenas sinceras o suficiente para não te magoar. Poxa, pedir demais? Esperança tola essa de querer apenas que a pessoa não te magoe. E o pior é quando láaaaaaa na frente (depois de muitas muitas e muitas chances), ela se achar a dona razão e virar o jogo contra você! E sabe o que eu acho? BEM FEITO! Pra que você possa continuar dizendo por aí que "Aprendi que...". Aprendeu sim, a ser mais uma vez vítima de si, das suas fraquezas, sensibilidade e falta de personalidade. Veste logo uma carapuça e assuma, de uma vez por todas, seu papel de bobo da corte.
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