Ando procurando o desenho da vida. Será que é por isso que ando atormentada? Será possível encontrá-lo? Ando assim, por aqui, por acolá, e não consigo me encontrar. Me aborreço por perceber que os dias são iguais, que as tristezas são iguais, que a solidão é unicamente a mesma. O sol ainda aquece e a lua até que ainda brilha, só que as noites continuam escuras. É estranho ver a vida simplesmente passar, junto com tanta gente. Tanta gente que há no mundo, e eu aqui. Tanta gente feliz no mundo, e você aí. E os caminhos continuam ausentes, e as distâncias cada vez mais verdadeiras. Não há aonde ir, nem onde ficar. Nâo faz sentido esses opostos, não faz sentido não estar.
O dever e o esperar na desperfeita simetria e em sua angústia de não pertencer.
Maysa Sales
Nenhum comentário:
Postar um comentário