Distribuir palavras talvez possa ser fraqueza e deixa à mostra do inimigo alguma insensatez. Melhor não dizer. Melhor calar-se e mostrar-se sorrateiramente. Deixa assim, o dito pelo não-dito. E ficamos bem.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Assim, banalmente

Chorei. Assim, banalmente. Sem motivo, ou com ele, não sei direito. Só sei que chorei. E foi estranho, foi intruso, foi como roubar minha segurança. Lágrimas me roubando o que eu sou, invadindo meu lar, invadindo meu sossego. Lendo que estava aquela que é perplexa, angustiada e questionante. Questionei-me também sobre-tudo, e sobre esse nada. E me vi desolada. E me vi acompanhada por aquela que me fez chorar e por aquelas que teimavam em descer meu olhar. A vida é isso. Esse desolar de si mesmo, esse desconhecido que somos a nós. E a vida é esse outro. Esse outro que não é meu, esse outro que sou eu e esse outro que se esconde. Em algum lugar, em qualquer lugar. E que te faz chorar. Assim, banalmente. Como a vida.

Maysa Sales

Nenhum comentário:

Postar um comentário