O amor é o nosso próprio desencontro. Ou um encontro desencontrado. Ou ainda uma perdição. Não consigo admiti-lo dentro de mim, mas não consigo deixar que ele me encontre. Ruim com ele, pior sem ele,ou o contrário. E se o contrário progredir para bom? Eis a chave da questão. O que é bom vicia, e tenho muito medo de viciar-me na perfeição. Quantas vezes deixei a benignitude passar, bem diante dos meus olhos. Mas fui cruel, psicopata, assassina, de mim e do (meu) amor. Para que arriscar com o que já tem seu lugar no sofá e na estante? Para que mudá-los de lugar para tirar a poeira do vendaval que passou? Acostumei-me com o não estavél e a calmaria jamais se apegaria a mim. Só que não. Em meus sonhos e na vida real, na verdade, foi o que sempre almejei. A minha calmaria e a minha liberdade unas em uma só felicidade. Porém, deixa assim. A vida e o amor mistificados, intransigentes e escondidos de si e de mim. Incompletos que sempre foram e concretos que jamais serão.
Maysa Sales
Nenhum comentário:
Postar um comentário